1. Fazer Cidade

Espaço público e cidade contemporânea

 

Dar forma e contexto ao espaço público como elemento urbano ainda fundamental na forma da cidade, na vida do cidadão e na continuação da construção de uma memória colectiva como valor fundamental de urbanidade:
- Na urgência de se identificarem na cidade dispersa os seus lugares excepcionais, de se distinguirem os seus diferentes tecidos viários e de se hierarquizarem as suas arquitecturas singulares;
- Na necessidade de se criarem sistemas contínuos, formados por factos urbanos da mesma espécie urbana, o que predispõe a possibilidade de uma ordem.

 

A cidade deve escolher estradas novas, mas terá sempre que se inventar na sua própria tradição.

No território, determinados sítios excepcionais na paisagem natural foram sendo eleitos como lugares especiais de edificação. Esta escolha criteriosa celebrava o carácter extraordinário do sítio, e consagrava a natureza como desígnio do homem, entendido na sua mais profunda antinomia: a aspiração suprema à sua completude (a natureza como conceito demiúrgico) e a necessidade constante da sua transformação (a natureza como lugar de habitabilidade). Natureza e lugar edificado constituíam-se, então, como um conjunto que tanto potenciava o carácter mágico da paisagem, como demonstrava a capacidade de se adequar às diferentes formas de habitabilidade, iniciando-se, assim, o processo de fixação do homem e de uma urbanidade geográfica.

 

Tema 1 - Construção de uma memória colectiva, valor fundamental de urbanidade: espaço público como condição de fazer cidade:
identidade/memória/cidadania/democracia/corporeidade/virtualidade.

Sessão 1
Informação disponível a partir de Abril de 2012.